Armazenamento

Tipos de armazenamento de rede: entenda como funciona cada um

tipos de armazenamento de rede
Escrito por HD Store

Cada vez mais, o espaço para armazenamento tem se tornado um desafio. A produção de informações aumenta todos os dias e, com isso, é essencial ter onde colocar e manter os dados de forma segura. Quando falamos de computador pessoal, doméstico ou corporativo, uma das opções mais simples é comprar outro disco rígido (HD).

Se a necessidade for do sistema de rede, porém, a escolha é mais complexa. Existem diferentes opções — e muitas discussões sobre qual é mais adequada a cada situação. Neste post, vamos falar sobre os tipos de armazenamento de rede, os benefícios de cada um e as diferenças entre eles. Confira!

As possibilidades

Escolher o armazenamento de rede é uma tarefa complexa. É fundamental que a equipe de Tecnologia da Informação (TI), responsável pelas decisões nessa área, avalie todos os aspectos antes de escolher a melhor alternativa para a companhia. Conheça as opções!

Direct Attached Storage (DAS)

Trata-se de dispositivos de armazenamento externo ligados diretamente ao servidor (ou a outro equipamento da rede), como as gavetas de HD ligadas a portas eSATA (que permitem o uso de um cabo externo mantendo a velocidade de 150 ou 300 MBps das portas SATA) ou USB, por exemplo.

É, portanto, o armazenamento mais simples disponível localmente para um usuário, mas não atende a outros dispositivos conectados na rede. Isso porque é ligado diretamente a um computador da rede e serve, primeiramente, como extensor de armazenamento (sem sistema operacional próprio).

Vantagens

Sua maior vantagem é o menor custo de implantação. Ele é, portanto, uma boa alternativa para quem quer ampliar o espaço para dados do servidor sem fazer grandes investimentos. Além disso, se destaca pela centralização de dados, facilidade de uso e possibilidade de escalabilidade.

Por outro lado, o DAS é um sistema restrito, já que não permite a troca de dados com outros equipamentos — e isso pode limitá-lo bastante. Além disso, é falho em termos de segurança.

Network Attached Storage (NAS)

NAS é, basicamente, uma rede de servidores conectados a um conjunto de discos com ampla capacidade de armazenamento. Ele usa um sistema operacional próprio completo — o que melhora a eficiência de processamento de dados — e funciona como um servidor de arquivos ligado diretamente na rede.

Existem muitas opções de NAS, de dispositivos baratos (que custam pouco mais que uma gaveta USB) até equipamentos caros (que incluem vários HDs). Os modelos mais simples comportam um ou dois HDs e têm apenas funções básicas.

Opções intermediárias suportam, em geral, quatro drives. Já os modelos topo de linha (ou os racks para datacenters) admitem oito ou mais discos. Enquanto os modelos com apenas um HD são chamados de single drive, os que vêm com dois ou mais drives são conhecidos como multidrive.

Com ou sem disco

É possível encontrar NAS sem drives (para o cliente instalar os HDs que quiser), chamados de diskless, bem como aparelhos com discos já instalados, os diskfull. Os primeiros são mais baratos, mas os que já incluem os drives agregam valor para o cliente.

A maioria dos modelos de NAS permite que a configuração seja feita pelo navegador. Em geral, um NAS não faz nada além do que um computador tradicional. Muitos, inclusive, usam processadores x86, sistema operacional Linux e compartilham arquivos com a rede pelo servidor Samba.

Vantagens

A principal vantagem do NAS é que ele é uma solução pronta. Assim, pode ser instalado rapidamente, sem a necessidade de conhecimento técnico avançado — e, por isso, é ideal para uso em escritórios e redes domésticas, por exemplo.

Além disso, os modelos mais simples são mais baratos e compactos que um computador comum e ainda consomem menos energia. Um NAS atende bem à maioria das redes de pequeno e médio portes. Em alguns casos, porém, não é suficiente, como quando a empresa precisa de muito espaço de armazenamento, com bom desempenho, backup e redundância.

Storage Area Network (SAN)

Talvez soe estranho que uma grande empresa gaste milhares de dólares em uma SAN com alguns terabytes de espaço de armazenamento. A SAN, porém, tem seus diferenciais. Ela tem, como bloco de montagem, vários HDs comuns ligados a uma unidade controladora, que é conectada ao servidor (que distribui os dados para os clientes) por uma interface dedicada.

Seus componentes básicos incluem uma ou mais unidades de armazenamento (storage racks), um switch, cabos e o servidor ao qual está conectada. É comum haver dois switches e servidores para garantir a redundância (assim, o segundo servidor fica a postos para o caso de o primeiro falhar).

A principal diferença entre SAN e NAS é que a primeira age como uma única unidade de armazenamento (acessada diretamente pelo servidor). Assim, é como se ela fosse um único HD de 100 TB no servidor (em vez de dez de 10TB, por exemplo). O NAS, por sua vez, funciona como um servidor de arquivos e pode ser acessado simultaneamente por vários clientes.

Vantagens

Uma das principais vantagens da SAN é a possibilidade de expansão do sistema conforme necessário (acrescentando mais racks e switches). Isso permite que diferentes discos sejam acessados por servidores distintos ou mesmo configurados para atuar como uma única unidade.

Na maioria dos casos, a SAN é usada por empresas que buscam ganho de desempenho e de confiabilidade em aplicações críticas. Vamos imaginar, por exemplo, um grande e-commerce. A SAN permite que seu banco de dados seja acessado de forma conjunta por todos os servidores do cluster. Ou seja, vários HDs são combinados para atender a um alto volume de requisições por segundo.

Seu maior problema é o custo de milhares de dólares, já que exige uma estrutura completa com a combinação de várias ferramentas e recursos, bem como de mão de obra especializada. Por esse motivo, elas acabam sendo usadas apenas em ambientes em que as vantagens compensam o custo.

As diferenças

Uma das maiores diferenças está na forma como DAS, NAS e SAN usam a rede. Isso afeta diretamente o custo do investimento e a qualidade do serviço. Veja:

  • DAS: não tem rede compartilhada. Por isso, se aplica principalmente a rotinas de backup e à melhora no desempenho de algumas soluções que requerem mais espaço;

  • NAS: usa rede compartilhada e o armazenamento é conectado à que já existe entre os computadores. Por isso, aplica-se a empresas que precisam de acesso às informações armazenadas (os dados ficam disponíveis em todos os computadores da rede) e uso dos dados contidos;

  • SAN: como o NAS, tem rede compartilhada, só que ela é exclusiva do sistema. Usado em geral por grandes corporações, o alto investimento se justifica pela grande eficiência de troca de dados, pela conectividade com vários servidores e pela segurança reforçada.

Você já sabe os tipos de armazenamento de rede que podem ser mais adequados para a sua empresa? Venha conhecer algumas opções de NAS no nosso site!

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