Armazenamento

Simplificamos as diferenças entre Sata I, Sata II e Sata III

Sata I, Sata II e Sata III
Escrito por HD Store

Nós já explicamos, aqui no blog, quais são e como funcionam os diferentes tipos de HD. Agora, vamos demonstrar de maneira bem simples as principais diferenças entre os padrões SATA I, SATA II e SATA III.

A interface SATA (sigla para Serial Advanced Technology Attachment) foi introduzida no início dos anos 2000 e rapidamente tornou-se o padrão no mercado — graças, principalmente, ao grande número de benefícios que ela oferece.

Entenda agora quais são essas vantagens e como as variações desse padrão podem comprometer a performance das suas máquinas.

SATA I

A primeira geração da interface SATA surgiu em 2003. Ela foi desenvolvida para ser a sucessora do velho padrão IDE/ATA, que já havia atingido o seu limite.

Só para você ter uma ideia, a antiga tecnologia já estava em sua oitava versão e atingia um máximo de 133 MB/s de velocidade de transmissão. A interface SATA, logo em sua primeira aparição, já superava essa marca com os seus 150 MB/s de largura de banda e uma frequência de 1,5 GHz.

Mas, além da maior velocidade, o SATA I trazia ainda várias outras vantagens:

  • o novo tipo de conector comportava a instalação de um número maior de discos rígidos na placa-mãe, além de ser o mesmo padrão, tanto para desktops quanto para notebooks;

  • a tecnologia Link Power Management ajudava a consumir menos energia elétrica;

  • o sistema Hot Swapping permitia conectar um HD ao computador com o sistema operacional ligado;

  • a opção Staggered Spin-UP possibilitava ativar ou desativar HDs adicionais sem que os outros sofressem interferências — algo que ocorria com frequência no padrão IDE.

Como não poderia deixar de ser, a recepção à nova interface foi excelente: a indústria aderiu ao padrão num piscar de olhos e vários outros dispositivos, como drives de CD e DVD, passaram a adotar o formato.

SATA II

Não demorou muito para vir o primeiro upgrade: o padrão SATA II surgiu já no ano seguinte, em 2004. Além de retrocompatível, o SATA II também corrigia a principal falha do SATA I: uma nova tecnologia, chamada de NCQ (Native Command Queuing), permitia que os discos rígidos aceitassem mais de uma requisição por vez.

Fora isso, a segunda geração da interface era duas vezes mais rápida do que a anterior: operava em 3 GHz e transmitia até 300 MB/s de dados. O salto na velocidade conquistou o mercado definitivamente, enterrando, de vez, o velho padrão IDE.

SATA III

SATA I, SATA II e SATA III: a terceira geração da interface só foi dar as caras cinco anos depois, em 2009. Mais uma vez, a velocidade era o dobro da geração anterior: 6 GHz de frequência, e uma largura de banda de 600 MB/s.

O grande destaque desse upgrade foi a melhora significativa do gerenciador de energia. Essa implementação, aliada à maior velocidade, abriu caminho para importantes inovações, como os SSDs (Solid State Drives) — dispositivos de armazenamento que atingem velocidades muito maiores do que os HDs tradicionais.

Com toda essa evolução, o padrão SATA III logo se tornou querido, tanto por usuários domésticos quanto corporativos: seu custo-benefício se mostrou perfeito para diversas atividades, como backup para empresas.

Como vimos, os padrões SATA I, SATA II e SATA III trouxeram várias melhorias relevantes. Se você gostou deste breve resumo, curta a nossa fanpage e veja outras explicações dos nossos especialistas em TI. Até a próxima!

Sobre o autor

HD Store

1 comentário

  • Olá, recentemente comprei um SSD sata III para usá-lo como um HD externo. Para fazer isso, preciso adquirir um case para HD. Se eu comprar um case com sata 2 eu consigo conectar o SSD sata III nele?

Deixar comentário.

Share This